A música invade o quarto, assim, do nada, encanta, seduz os ouvidos, mistura-se a alma, contagia com calma, entorpece cada sentido. Olhos falecem perante à lembrança, um pôr de sol, gotas de chuva, sonho de criança, um reino à revelia de tudo que foi concebido. Castelos de areia se desfazem como poeira perante o medo, a indecisão de seguir em frente, romper amarras, quebrar correntes, ser livre, ser diferente, um barco que se rende a tempestade iminente e mesmo na derrota, navega, aporta, nos braços que já foram o nosso lar. Um quadro se faz, o horizonte se mostra, pés e mãos ficam sem respostas, o brilho dos olhos agora demonstra, caminhos que ficaram para trás. Esse som não se desfaz, sufoca, aumenta dentro do peito, faz o mundo parecer tão imperfeito, enquanto o orgulho, a perda, a dor, consome aos poucos cada um dos nossos ideais
Eis um corpo de mulher Pensamentos inocentes. Corpo que é descontrolado por emoções. Corpo que entra em chamas. Mistérios que o coração guarda... Paixões secretas Desejos jamais imaginados. Os olhos enfeitiçam E os gestos seduzem... Uma sedução inspirada Em contos de fadas Onde as estrelas ensinam Os passos certos, E a lua aprova o ensinamento. Sedução que não falha Estrelas que não erram.
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