Se eu pudesse voltar os ponteiros do tempo não teria diminuído um sentimento, renegando a vontade do desejo que na boca aquece o beijo e faz o corpo inteiro estremecer. A renúncia não seria dita, a pedra atirada não quebraria a vitrine da sua vida, seria esquecida, a mágoa não existiria e o pretérito imperfeito não seria uma constante nas palavras dos meus dias. O que pensar quando a matéria prima dos meus pensamentos foi embora. Joguei fora a essência dos meus versos e prosas, um gosto de bossa nova misturado a valsas de uma só nota, costas suadas e pele exposta em adereços que provocam os meus sentidos. Para tempo, volta pela contramão dessa estrada esquecida, traz de novo o sabor da vida que só existia no seu jeito de olhar, na boca que vivia a rondar, meus caminhos de perdição.
Eis um corpo de mulher Pensamentos inocentes. Corpo que é descontrolado por emoções. Corpo que entra em chamas. Mistérios que o coração guarda... Paixões secretas Desejos jamais imaginados. Os olhos enfeitiçam E os gestos seduzem... Uma sedução inspirada Em contos de fadas Onde as estrelas ensinam Os passos certos, E a lua aprova o ensinamento. Sedução que não falha Estrelas que não erram.
quinta-feira, 8 de novembro de 2012
Se eu pudesse
Se eu pudesse voltar os ponteiros do tempo não teria diminuído um sentimento, renegando a vontade do desejo que na boca aquece o beijo e faz o corpo inteiro estremecer. A renúncia não seria dita, a pedra atirada não quebraria a vitrine da sua vida, seria esquecida, a mágoa não existiria e o pretérito imperfeito não seria uma constante nas palavras dos meus dias. O que pensar quando a matéria prima dos meus pensamentos foi embora. Joguei fora a essência dos meus versos e prosas, um gosto de bossa nova misturado a valsas de uma só nota, costas suadas e pele exposta em adereços que provocam os meus sentidos. Para tempo, volta pela contramão dessa estrada esquecida, traz de novo o sabor da vida que só existia no seu jeito de olhar, na boca que vivia a rondar, meus caminhos de perdição.
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