No domínio desse olhar
O instante se desfaz
Faz calar a minha boca
Dessa voz que já está rouca
De gritar por emoção
Quero provar seu paladar
Mastigar a sua língua
Sorver o sangue da saliva
Sentir o veneno circular
Nas minhas veias e artérias
Percorrendo o meu corpo
Dependência, vício, desgosto
Ser escravo dessa paixão
Sou refém da indiferença
Que anestesia meus sentidos
Seu brinquedo, seu capricho
Estou na palma de suas mãos
Já tive vontade própria
Quando bati na sua porta
Sucumbi aos seus desejos
Perdi-me no doce beijo
Que sequestrou minha razão

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