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terça-feira, 9 de julho de 2013

TEMPESTADE

As notas da tempestade ecoam contínuas
Não há desgosto mas sequer existe sabor
Desertos tornaram-se as ruas
Escondida em sua concha esquecida do valor

Eu sei palavras aguçadas
Sangraram os sonhos
Clamores abafados
Redesenharam anjos em demônios

Aqui estão meus olhos e ouvidos
Sei que está acordada
Perceba o que vejo
Ouça o toque, o canto, a alvorada

Consegues me ouvir?
Já se foram as intempéries
Não se permita iludir
Lembre-se de quem és

Vem, há uma canção desejo te apresentar
Tão meiga que jamais esqueci
Tão ardente ao ouvir que sem palavras emudeci
Vem, deixe te mostrar a doce cantiga, o som
Da flauta de teu olhar.

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